30/10/2019 - 09h55

Início de Um Novo Ciclo ?

Início de Um Novo Ciclo ?

Enfim a recessão no Brasil parece ter terminado, ou pelo menos se não terminou, tudo indica que estamos muito perto do fim.  Segundo o relatório Focus, que é um compilado de projeções de 77 economistas que o Banco Central ouve e divulgado no ultimo dia 28, a expectativa do PIB para 2019 subiu de 0,7% para 1% e a de 2020 de 1,9% para 2,4%. Otimistas também estão alguns bancos estrangeiros. Ontem o UBS enviou através de relatório para investidores internacionais que a economia brasileira voltou a crescer e que a projeção do PIB de 0,8% feita por ele pode ser superada. Um pouco mais ousado, o Bank of America Merril Lynch derrubou a sua projeção de 4,75% da Selic para o fim do próximo ano para 4%, após finalizar 2019 com 4,5%. Isso demonstra que mesmo com os juros locais nos níveis mais baixos da história, uma grande demanda de dólares pode estar para entrar em nosso país via investidores, assim ajudando a fomentar a economia.
Internamente e na prática, nós notamos que essa recuperação ainda é a passos de tartaruga, mas com os juros baixos e as reformas estruturais encaminhadas, o país deve sair da lama, porém um retorno dos mesmos níveis do pré-crise, acreditamos que apenas de 2021 em diante. Um grande termômetro será agora nas próximas semanas. O comércio deverá começar as contratações de temporários para as festas de fim de ano e esses números já indicarão a quantas andam a atividade econômica da população.
E por falar em juros, hoje após fechamento do mercado, mais uma vez o Comitê de Política Monetária do Banco Central divulgará a Selic para o novo ciclo que vai até 11/12/2019. A nossa expectativa é de um corte de 0,50%, trazendo a taxa de juros para 5,0%a.a.
Para os investidores locais, juros baixos assim significa mudança de estratégia. Para continuar com aquela rentabilidade que muitos dizem como “desejada” de 1% a.m., as pessoas físicas estão tendo que aceitar mais riscos e migrando da Renda Fixa para a Renda Variável. Segundo Felipe Paiva, diretor da B3, a bolsa brasileira chegou a 1,5 milhão de investidores, após terminar 2018 com 800 mil. Paiva ainda acrescentou que a maior parte desses novatos investidores está na faixa etária entre 25 e 35 anos, ou seja, uma mudança substancial de perfil se comparado com a década passada. A dúvida que fica agora é: esses novos investidores estão prontos para a Renda Variável num país em a volatilidade é extrema e qualquer espirro norte americano ou chinês, ou até mesmo escândalos políticos internos, fazem as cotações derreterem do dia pra noite ?
O pontapé inicial parece ter sido dado e agora nos resta torcer e acompanhar como os jogadores dominam a bola e escolhem as jogadas. Aparentemente, pelo menos o gramado, está ficando em boas condições.

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